Quanto custa o descarte corporativo de eletrônicos?

Equipamento grande de empresa sendo desmontado

O custo do descarte corporativo de eletrônicos não sai de uma tabela. Ele é calculado por lote a lote e depende de volume, tipo de equipamento, localização, exigências de segurança de dados e da documentação que a empresa precisa receber no fim. Por isso, duas propostas com valores muito diferentes podem estar descrevendo serviços diferentes, e a mais barata costuma ser a que deixa de fora justamente o que protege a empresa.

Por que não existe preço de tabela

Descarte corporativo de eletrônicos é o serviço de retirar, destinar e documentar equipamentos que uma empresa não usa mais: computadores, servidores, monitores, impressoras, celulares, nobreaks, cabos. Não existe preço de tabela porque não existem dois lotes iguais. Uma tonelada de notebooks em um único escritório na capital e uma tonelada de monitores antigos espalhada por vinte filiais no interior exigem logística, triagem e documentação diferentes.

O que dá para saber antes de pedir a proposta é quais fatores pesam no valor. Com eles em mãos, a empresa consegue comparar propostas pelo que elas incluem, e não só pelo número final.

Os fatores que definem o custo

Volume e peso

Volume é o primeiro fator. Lotes maiores diluem o custo fixo de transporte e triagem. Lotes pequenos e frequentes costumam sair mais caros por quilo do que uma retirada consolidada.

Tipo de equipamento

O tipo de equipamento muda o processo. Notebooks e servidores têm mídias de armazenamento que exigem apagamento de dados. Monitores de tubo (CRT) contêm vidro com chumbo. Baterias de nobreak e de notebooks precisam de manuseio e transporte específicos. Um lote com muitos itens desse tipo dá mais trabalho do que um lote de cabos e teclados.

Localização e número de endereços

A distância entre o ponto de coleta e o reciclador pesa, e pesa mais quando a empresa tem muitos endereços. Retirar em um único centro de distribuição é diferente de retirar em lojas ou filiais espalhadas. Nessa conta entra a rede do fornecedor: quanto mais perto houver um reciclador homologado, menor o deslocamento.

Segurança de dados

Todo equipamento com disco, SSD ou memória interna precisa ter os dados apagados de forma verificável antes de sair do controle da empresa. O número de dispositivos com armazenamento, e não o peso do lote, é o que define o tamanho desse trabalho. O tema tem um post próprio: descarte seguro de computadores.

Documentação exigida

A empresa precisa sair do processo com documentos que provem a destinação correta. O principal é o Certificado de Destinação Final (CDF), emitido pelo destinador no sistema do Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR). Relatório de apagamento de dados por número de série e relatório consolidado para inventário ou indicadores ESG também entram na proposta. Quanto mais detalhada a prestação de contas, mais trabalho de registro.

Valor residual

Equipamentos em condição de uso, ou com componentes e materiais de valor, têm valor residual. Na triagem, esse valor pode ser abatido do custo do serviço. Por isso o estado do lote entra na conta, e não só o peso.

O que precisa estar na proposta

Antes de comparar valores, vale checar se cada proposta responde a estas perguntas:

  1. Quem é o destinador final e qual licença ambiental ele tem?
  2. O CDF será emitido pelo destinador no sistema MTR, com o peso de cada lote?
  3. Como os dados serão apagados, por qual método, e haverá relatório por número de série?
  4. Quem faz o transporte e com qual documentação?
  5. O que acontece com os equipamentos que ainda podem ser reaproveitados?
  6. Em quanto tempo os documentos são entregues depois da coleta?
  7. Haverá relatório consolidado que a empresa possa usar em auditoria ou no relatório de sustentabilidade?

Uma proposta que não responde a alguma delas não é necessariamente ruim. Mas o preço dela não é comparável com o de outra que responde a todas.

Quanto custa descartar do jeito errado

A empresa continua responsável pelo resíduo mesmo depois de contratar alguém para destiná-lo. A Política Nacional de Resíduos Sólidos diz que a contratação de serviços de coleta, transporte, tratamento ou destinação “não isenta” o gerador da responsabilidade por danos causados pelo gerenciamento inadequado (Lei 12.305/2010, art. 27, §1º).

Se o fornecedor mais barato despeja o material num terreno, a conta volta para quem gerou. As multas por infração ambiental previstas no Decreto 6.514/2008 vão de R$ 5 mil a R$ 50 milhões.

O risco de dados é outro. O custo médio de uma violação de dados no Brasil chegou a R$ 7,19 milhões na edição 2025 do relatório Cost of a Data Breach, da IBM. Nem todo vazamento começa num HD descartado, mas um HD descartado sem apagamento é um vazamento esperando para acontecer.

Descarte corporativo não é a logística reversa do fabricante

Uma confusão comum encarece o processo: achar que o equipamento corporativo pode entrar no programa de logística reversa do fabricante. O Decreto 10.240/2020 obriga fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a estruturar a logística reversa de eletroeletrônicos de uso doméstico, os que o consumidor leva a um ponto de entrega. O parque de TI de uma empresa segue outra regra: a responsabilidade é do próprio gerador, pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. O tema está detalhado em descarte de equipamentos de TI: o que a lei exige.

Na prática, o ponto de coleta do supermercado não é o caminho para 300 notebooks da empresa.

Como funciona o descarte corporativo com a Circular Brain

A Circular Brain organiza o descarte corporativo de eletrônicos pela Plataforma Circulare, com registro de cada etapa:

  1. A empresa cadastra na plataforma os equipamentos que quer descartar.
  2. Os itens são classificados por tipo e condição: reaproveitável, reciclável ou obsoleto.
  3. A Circular Brain coordena a coleta e o transporte com parceiros logísticos homologados.
  4. Os dados dos equipamentos são apagados com Blancco, software de sanitização do qual a Circular Brain é revendedora oficial, com relatório por dispositivo.
  5. Os resíduos seguem para recicladores certificados ou recondicionadores da rede.
  6. A empresa recebe os certificados de destinação e relatórios que pode usar em auditoria e indicadores ESG.

Em 2025, a Circular Brain registrou 2.153 toneladas de descarte corporativo, segundo o Relatório de Sustentabilidade 2025. A rede reúne 66 recicladores parceiros.

Para receber uma proposta para o seu lote, fale com o time comercial da Circular Brain na página de descarte corporativo de eletrônicos.

Perguntas frequentes

Quanto custa o descarte corporativo de eletrônicos?

Depende do lote. O valor é calculado a partir de volume, tipo de equipamento, endereços de coleta, número de dispositivos que precisam de apagamento de dados e documentação exigida. Para agilizar a proposta, envie uma lista com tipo e quantidade de equipamentos, peso aproximado, endereços de retirada e prazo desejado.

Existe descarte corporativo gratuito?

Em geral, não para lotes corporativos. Os pontos de coleta gratuitos que aparecem em lojas e supermercados fazem parte da logística reversa de eletroeletrônicos de uso doméstico, financiada pelos fabricantes, e não foram pensados para o parque de TI de uma empresa. Em alguns lotes, o valor residual dos equipamentos pode reduzir bastante o custo do serviço.

Qual documento comprova que o descarte foi feito corretamente?

O Certificado de Destinação Final (CDF). Ele é emitido pelo destinador, a empresa licenciada que recebeu o material, dentro do sistema do Manifesto de Transporte de Resíduos. Transportador não emite CDF, e recibo de coleta não substitui o certificado.

Equipamentos que ainda funcionam precisam ser descartados?

Não necessariamente. Na triagem, os equipamentos em condição de uso podem ser separados para reaproveitamento ou recondicionamento, depois do apagamento dos dados. Isso estende a vida útil do produto e pode reduzir o custo do descarte.